Monitoramento da Ictiofauna

Monitoramento da Qualidade da Água
19 de junho de 2020
Pacuera
20 de junho de 2018

As barragens em geral, independente do objetivo, alteram e transformam a dinâmica da vida aquática. As barragens de geração de energia causam impactos em virtude da operação das Unidades Geradoras e demais estruturas civis.

As medidas de controle e monitoramento para os cuidados com a fauna aquática são grandes desafios enfrentados pelo empreendedor. A Retiro Baixo Energética S.A. comprometida em manter esforços para a conservação das espécies e a preservação ambiental, bem como em cumprir com as obrigatoriedades legais estabelecidas, realiza o monitoramento da icitiofauna em pontos da bacia do Paraopeba e dispõe de tecnologias para auxiliar a operação da usina.

O monitoramento da ictiofauna tem como finalidade avaliar a abundância das populações de peixes em relação à composição de espécies; estimar a produtividade das espécies, tamanho e biomassa através de CPUE (Captura por Unidade de Esforço); avaliar a atividade reprodutiva na área de influência; monitorar a situação da atividade pesqueira.

É valido destacar que a Retiro Baixo Energética S.A. possui dispositivos tecnológicos de controle e monitoramento para eventos operacionais:

• Pontos de injeção de oxigênio localizados no tubo de sucção para manutenção da qualidade das águas e assegurar a sobrevivência dos peixes mediante paralisação das Unidades.

• Grades Anti cardume para evitar a entrada de grande quantidade de peixes no Tubo de Sucção. O acionamento das grades é automático, com tempo de descida de 3 minutos e ocorre quando há necessidade de paralisação das Unidades por tempo indeterminado ou para realização de manutenções programadas.

A Usina de Retiro Baixo foi pioneira na implantação desses dispositivos que visam a preservação e conservação das espécies de peixes.

A última campanha de monitoramento realizada em maio de 2020 registrou 902 exemplares, pertencentes a 37 espécies,16 famílias e 4 ordens.

As espécies amplamente distribuídas nos diferentes segmentos do rio Paraopeba foram: o peixe cachorro (Acestrorhynchus lacustris), o piau três pintas (Megaleporinus reinhardti), a curimatã pacu (Prochilodus costatus), a pirambeba (Serrasalmus brandti), a piranha (Pygocentrus piraya), a corvina (Pachyurus squamipennis), o mandí amarelo (Pimelodus maculatus e o cascudo (Pterygoplichthys ambrosettii). Nesta campanha o ponto IC 02 (imediatamente a jusante da barragem) apresentou o maior número de espécies capturadas (31 spp). No ponto IC 05 (montante do reservatório da UHE Retiro Baixo, na área da Cachoeira do Choro) foi registrado o menor número de espécies.

Quanto aos peixes migradores foram registradas as seguintes espécies: o piau-verdadeiro (Megaleporinus obtusidens), a tabarana (Salminus hilarii), os curimatãs (Prochilodus argenteus e Prochilodus costatus) e o mandí amarelo (Pimelodus maculatus). Destacamos que nessa campanha foram registrados indivíduos juvenis e sub adultos dessas espécies nos diferentes segmentos da UHE Retiro Baixo, principalmente na área do reservatório, sendo que alguns exemplares foram soltos no local de captura após obtenção dos dados biométricos.

Devolução do exemplar de curimatã-pioa (Prochilodus costatus) no reservatório (IC 04).

Para os peixes exóticos foram registradas as seguintes espécies: o pacu-cd (Metynnis cf. lippincottianus), o tucunaré (Cichla kelberii), o tamboatá (Hoplosternum littorale) e o cascudo (Pterygoplichthys ambrosettii). Essa última espécie de ampla ocorrência nos diferentes segmentos do rio Paraopeba.

Não foram registrados peixes que constam em listas de espécies ameaçadas de extinção (COPAM, 2010 e MMA 2014)

Os resultados de análise do estágio reprodutivo evidenciou que em todos os trechos de amostragens a maioria das fêmeas e machos das espécies não migradoras e migradoras encontravam -se em repouso reprodutivo. Também foram registrados 23 indivíduos imaturos capturados principalmente na área do reservatório dos peixes migradores.

Durante o monitoramento, foi possível observar a grande presença de pescadores principalmente nas proximidades da Cachoeira do Choro, a jusante do barramento da UHE Retiro Baixo e UTE Igarapé. Os artefatos de pesca visualizados foram molinetes, tarrafas e redes de espera

Após o rompimento da barragem de rejeitos de minério da Mina do Córrego do Feijão no município de Brumadinho no dia 25 de janeiro de 2019, o Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG) publicou no diário executivo de Minas Gerais a Portaria nº 16, de 28 de fevereiro de 2019. A Portaria veda por tempo indeterminado, a pesca das espécies nativas pertencente a sub-bacia do rio Paraopeba. Além disso, segundo a Portaria do nº154 de 13 de outubro de 2011 a pesca de espécies nativas está fechada na bacia hidrográfica do rio São Francisco, no Estado de Minas Gerais dos dias 1° de novembro a 28 de fevereiro.


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